{"id":1013,"date":"2020-03-18T21:30:42","date_gmt":"2020-03-19T00:30:42","guid":{"rendered":"http:\/\/pesquisa.ufabc.edu.br\/macroamb\/?p=1013"},"modified":"2020-03-18T21:41:39","modified_gmt":"2020-03-19T00:41:39","slug":"debate-na-usp-reune-mulheres-para-discutir-efeitos-da-cop-25","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pesquisa.ufabc.edu.br\/macroamb\/debate-na-usp-reune-mulheres-para-discutir-efeitos-da-cop-25\/","title":{"rendered":"Debate na USP re\u00fane mulheres para discutir efeitos da COP-25"},"content":{"rendered":"<p>A Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7a do Clima (COP-25), realizada em Madri, na Espanha, em dezembro de 2019, frustrou a audi\u00eancia ao adiar um conjunto de decis\u00f5es significativas para 2020, como a decis\u00e3o sobre a regulamenta\u00e7\u00e3o do mercado global de com\u00e9rcio de emiss\u00f5es de carbono. A participa\u00e7\u00e3o brasileira, em particular, foi marcada pelo retrocesso nas pol\u00edticas ambientais e na intera\u00e7\u00e3o com outros pa\u00edses, na vis\u00e3o de especialistas como a matem\u00e1tica paulistana <a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/2020\/01\/28\/thelma-krug-a-negociadora-do-clima\/\">Thelma Krug<\/a>, que integrou a equipe de negociadores do Brasil em f\u00f3runs internacionais sobre pol\u00edticas ambientais e clim\u00e1ticas durante 10 anos. \u201cA imagem internacional do Brasil n\u00e3o poderia estar pior\u201d, disse ela em entrevista \u00e0 <a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/2020\/01\/28\/thelma-krug-a-negociadora-do-clima\/\">revista Pesquisa FAPESP<\/a> realizada em fevereiro.<\/p>\n<p>Com o objetivo de destacar a perspectiva das mulheres sobre os poss\u00edveis desdobramentos da COP-25, o Instituto de Estudos Avan\u00e7ados da Universidade de S\u00e3o Paulo (IEA-USP) realizou, no dia 16\/03, o semin\u00e1rio <strong><em>Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas P\u00f3s-COP-25 \u2013 Perspectivas Femininas<\/em><\/strong>, em parceria com o projeto Latino Adapta, da Red Regional de Cambio Clim\u00e1tico y Tomada de Decisiones, e o Grupo de Acompanhamento e Estudos de Governan\u00e7a Ambiental (GovAmb) do Instituto de Energia e Ambiente (IEE-USP). Seguindo orienta\u00e7\u00f5es para evitar a dissemina\u00e7\u00e3o do novo coronav\u00edrus (Covid-19), optou-se pela transmiss\u00e3o online do evento, sem a presen\u00e7a de p\u00fablico. O v\u00eddeo est\u00e1 dispon\u00edvel no site do IEA-USP: <a href=\"https:\/\/bit.ly\/2UgbzoZ\">https:\/\/bit.ly\/2UgbzoZ<\/a><\/p>\n<div id=\"attachment_1014\" style=\"width: 629px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1014\" data-attachment-id=\"1014\" data-permalink=\"https:\/\/pesquisa.ufabc.edu.br\/macroamb\/debate-na-usp-reune-mulheres-para-discutir-efeitos-da-cop-25\/whatsapp-image-2020-03-16-at-09-50-59-1\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i2.wp.com\/pesquisa.ufabc.edu.br\/macroamb\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/WhatsApp-Image-2020-03-16-at-09.50.59-1.jpeg?fit=1280%2C960&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1280,960\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"WhatsApp Image 2020-03-16 at 09.50.59 (1)\" data-image-description=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i2.wp.com\/pesquisa.ufabc.edu.br\/macroamb\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/WhatsApp-Image-2020-03-16-at-09.50.59-1.jpeg?fit=300%2C225&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i2.wp.com\/pesquisa.ufabc.edu.br\/macroamb\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/WhatsApp-Image-2020-03-16-at-09.50.59-1.jpeg?fit=1024%2C768&amp;ssl=1\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1014\" src=\"https:\/\/i2.wp.com\/pesquisa.ufabc.edu.br\/macroamb\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/WhatsApp-Image-2020-03-16-at-09.50.59-1.jpeg?resize=619%2C464\" alt=\"Foto: Pedro R. 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Segundo a publica\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica, a express\u00e3o define uma situa\u00e7\u00e3o em que \u00e9 necess\u00e1ria a\u00e7\u00e3o urgente para reduzir ou interromper a mudan\u00e7a do clima e evitar danos ambientais potencialmente irrevers\u00edveis.<\/p>\n<p>\u201cA crise clim\u00e1tica, portanto, deveria ser compreendida de maneira mais profunda. As solu\u00e7\u00f5es para esse problema dependem do empenho dos governos locais e nacionais, e n\u00e3o passa apenas pela via tecnol\u00f3gica\u201d, argumentou Di Giulio, salientando que tamb\u00e9m \u00e9 importante transformar comportamentos individuais e sociais que influenciam o clima.<\/p>\n<p>No \u00e2mbito da gest\u00e3o p\u00fablica, a atua\u00e7\u00e3o de mulheres \u00e0 frente de prefeituras pode contribuir de forma relevante para o fortalecimento da agenda ambiental nas cidades brasileiras. \u00c9 o que defendeu a engenheira qu\u00edmica Jussara de Lima Carvalho, assessora internacional para mudan\u00e7as clim\u00e1ticas da Secretaria Estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>\u201cEstudos recentes mostram que mulheres que ocupam cargos pol\u00edticos d\u00e3o mais import\u00e2ncia para quest\u00f5es ambientais, como desenvolvimento sustent\u00e1vel, do que os homens\u201d, informou Carvalho, citando como refer\u00eancia o relat\u00f3rio <a href=\"http:\/\/prefeitas.institutoalziras.org.br\/\">Perfil das Prefeitas no Brasil (2017-2020)<\/a>, lan\u00e7ado pelo Instituto Alziras.<\/p>\n<p>A pesquisa ouviu 45% das 649 prefeitas eleitas em 2016 e mostra que as mulheres que est\u00e3o \u00e0 frente das prefeituras acumulam experi\u00eancia na pol\u00edtica em sua trajet\u00f3ria, t\u00eam mais anos de estudo do que os prefeitos homens e superam enormes desafios em munic\u00edpios pequenos e sem recursos.<\/p>\n<p>O estudo mostra que um tema particularmente importante na agenda das prefeitas s\u00e3o os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS) da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), que fazem parte da nova Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel, lan\u00e7ada em 2015 e adotada por v\u00e1rios pa\u00edses, incluindo o Brasil. \u201cQuando perguntadas se tinham conhecimento dos ODS, 65% das prefeitas afirmaram conhec\u00ea-los. Trata-se de um percentual alto se considerada a diversidade, dispers\u00e3o territorial e porte dos munic\u00edpios governados por prefeitas\u201d, diz o estudo.<\/p>\n<p>Para Carvalho, as mulheres s\u00e3o capazes de trazer um novo olhar para a quest\u00e3o do clima, justamente por terem sido mantidas afastadas das rela\u00e7\u00f5es de neg\u00f3cios que alimentam o sistema capitalista \u2013 um ambiente tradicionalmente masculino. \u201cAs mulheres representam uma for\u00e7a que se contrap\u00f5em ao predom\u00ednio da vis\u00e3o exclusivamente masculina sobre assuntos como clima e desenvolvimento econ\u00f4mico\u201d, diz Carvalho, mencionando nomes de mulheres que conquistaram espa\u00e7o de destaque recentemente, como ativista sueca Greta Thunberg, que chamou a aten\u00e7\u00e3o do mundo para as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>No entanto, ela salientou que, na gest\u00e3o p\u00fablica, as secretarias de meio ambiente e desenvolvimento sustent\u00e1vel s\u00e3o, em sua maioria, lideradas por homens. \u201cAs perspectivas feminina e feminista precisam estar mais presentes nesses espa\u00e7os de tomada de decis\u00f5es, levando em considera\u00e7\u00e3o a diversidade das mulheres negras, quilombolas e ind\u00edgenas.\u201d<\/p>\n<p>Todas as participantes do semin\u00e1rio chamaram a aten\u00e7\u00e3o para a necessidade de integra\u00e7\u00e3o de diferentes agendas sociais, como empoderamento das mulheres, sustentabilidade e planejamento territorial. \u201cPrecisamos parar de compartimentar os assuntos, at\u00e9 porque as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas s\u00e3o transversais, isto \u00e9, afetam todos os setores da sociedade ao abalar a biodiversidade e o clima\u201d, sugeriu Carvalho.<\/p>\n<p>Para a especialista em rela\u00e7\u00f5es internacionais Bruna Cerqueira, gerente de Rela\u00e7\u00f5es Institucionais, Comunica\u00e7\u00e3o e Estrat\u00e9gia do ICLEI Am\u00e9rica do Sul, as solu\u00e7\u00f5es para a crise clim\u00e1tica dependem de a\u00e7\u00f5es conjuntas no sentido de envolver diferentes \u00e1reas do conhecimento e atores sociais. Ela destacou o papel do ICLEI (sigla para Governos Locais pela Sustentabilidade), uma rede global de mais de 1.750 governos locais e regionais comprometida com o desenvolvimento urbano sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 muito importante dar voz aos governos locais, uma vez que os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas se expressam efetivamente nas localidades municipais, afetando o cotidiano das pessoas que vivem nas cidades\u201d, explicou Cerqueira. De acordo ela, o momento exige esfor\u00e7os para entender como as cidades enfrentar\u00e3o a crise atual agravada pela pandemia de coronav\u00edrus. \u201cA doen\u00e7a j\u00e1 impacta na economia de v\u00e1rios pa\u00edses, pode provocar desemprego e prejudicar comunidades mais pobres. Sabemos que as mulheres pobres s\u00e3o as mais vulner\u00e1veis \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Portanto, \u00e9 preciso desenvolver estrat\u00e9gias para lidar com os efeitos da pandemia no mundo, sem perder de vista a agenda verde\u201d, observou Cerqueira.<\/p>\n<p>As dificuldades de financiamento de mecanismos como o REDD (Redu\u00e7\u00e3o das Emiss\u00f5es por Desmatamento e Degrada\u00e7\u00e3o Florestal), de pagamentos por servi\u00e7os ambientais, foram abordadas pela advogada Luiza Muccillo, doutoranda do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia Ambiental (PROCAM) do IEE-USP. \u201cPrevia-se que o quadro regulat\u00f3rio do REDD seria discutido na COP-25, mas isso n\u00e3o ocorreu\u201d, comenta a pesquisadora.<\/p>\n<p>O REDD \u00e9 um mecanismo internacional, com respaldo no Acordo Mundial do Clima, que prev\u00ea a remunera\u00e7\u00e3o pela redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es por desmatamento e degrada\u00e7\u00e3o florestal, assim como manejo florestal e enriquecimento de estoques de carbono. Em 2015, foi criada a Comiss\u00e3o Nacional para REDD (Conaredd), criada pelo Decreto n\u00ba 8.576 a fim de estabelecer regras para o funcionamento desse mecanismo no Brasil, mas nos \u00faltimos anos a atua\u00e7\u00e3o da comiss\u00e3o vem sendo questionada por institui\u00e7\u00f5es ambientais. Institui\u00e7\u00f5es como Observat\u00f3rio do Clima, Coaliz\u00e3o Brasil Clima, Florestas e Agricultura e o F\u00f3rum de Governadores da Amaz\u00f4nia Legal acusam o governo federal de limitar a participa\u00e7\u00e3o da sociedade civil e de povos da floresta no Conaredd.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 preciso tomar cuidado com isso\u201d, alerta Muccillo. \u201cExiste um esfor\u00e7o hoje no pa\u00eds para se criminalizar ONGs [organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o-governamentais], enfraquecer pol\u00edticas ambientais e atacar a pesquisa cient\u00edfica. Ao mesmo tempo, observa-se o avan\u00e7o de propostas para legitimar pr\u00e1ticas de degrada\u00e7\u00e3o e diminuir a import\u00e2ncia do Fundo Amaz\u00f4nia. Tudo isso pode reduzir a credibilidade brasileira no contexto do REDD\u201d, avaliou Muccillo, que ressaltou a import\u00e2ncia de a\u00e7\u00f5es da sociedade civil para garantir o monitoramento e a vigil\u00e2ncia do poder p\u00fablico e de demais atores envolvidos com quest\u00f5es ambientais.<\/p>\n<p>Um movimento que atua nesse sentido \u00e9 a Liga das Mulheres pelos Oceanos, uma rede formada por mais de 270 mulheres dedicadas a potencializar a\u00e7\u00f5es e ideias pela prote\u00e7\u00e3o dos oceanos sob a \u00f3tica feminina. A Liga re\u00fane cientistas, fot\u00f3grafas, atletas, jornalistas e outras profissionais, al\u00e9m de contar com um conselho t\u00e9cnico composto por especialistas de \u00e1reas como oceanografia, biologia e gest\u00e3o ambiental. \u201cNossa miss\u00e3o \u00e9 evidenciar a import\u00e2ncia dos oceanos para a regula\u00e7\u00e3o do clima do planeta e defender essa pauta dentro da agenda global do clima\u201d, disse a jornalista Paulina Chamorro, co-fundadora do movimento.<\/p>\n<p>O grupo conseguiu enviar uma carta para ser lida na COP-25, defendendo a ideia de que sem oceanos n\u00e3o h\u00e1 vida na Terra. \u201cOs oceanos j\u00e1 absorveram 90% das emiss\u00f5es antr\u00f3picas at\u00e9 hoje\u201d, informou Chamorro. O excesso de poluentes na atmosfera, no entanto, impacta na sa\u00fade dos mares. Dados do Global Carbon Project, que re\u00fane mais de 70 cientistas de 15 pa\u00edses, mostram que, no per\u00edodo de 2009 a 2018, cerca de metade do di\u00f3xido de carbono liberado vai para a atmosfera, agravando o efeito estufa. A outra metade \u00e9 absorvida pelos oceanos, tornando-os mais \u00e1cidos. E a acidifica\u00e7\u00e3o dos oceanos, por sua vez, atinge a vida marinha, reduzindo a biodiversidade dos ambientes aqu\u00e1ticos. \u201cQueremos mostrar que h\u00e1 muitas mulheres engajadas na tarefa de preservar a vida nos oceanos. Metade da for\u00e7a produtiva da ci\u00eancia brasileira \u00e9 assinada por mulheres, e mesmo assim temos menos visibilidade do que os homens na pesquisa ambiental\u201d, disse Chamorro.<\/p>\n<p><em>*Foto: Pedro R. Jacobi \/\/ Cr\u00e9ditos da imagem do destaque na home: manifesta\u00e7\u00e3o do Youth Strike For Climate no Reino Unido em setembro de 2019 (foto: Nick Wood\/Flickr).<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7a do Clima (COP-25), realizada em Madri, na Espanha, em dezembro de 2019, frustrou a audi\u00eancia ao adiar um conjunto de decis\u00f5es significativas para 2020, como a decis\u00e3o sobre a regulamenta\u00e7\u00e3o do mercado global de com\u00e9rcio de emiss\u00f5es de carbono. 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