{"id":313,"date":"2019-04-25T14:21:30","date_gmt":"2019-04-25T17:21:30","guid":{"rendered":"http:\/\/pesquisa.ufabc.edu.br\/macroamb\/?page_id=313"},"modified":"2019-07-01T10:36:17","modified_gmt":"2019-07-01T13:36:17","slug":"macrometropole","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/pesquisa.ufabc.edu.br\/macroamb\/macrometropole\/","title":{"rendered":"A Macrometropole Paulsita"},"content":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;433&#8243; img_size=&#8221;1280&#215;720&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_column_text]A Macrometr\u00f3pole Paulista, seja por sua dimens\u00e3o territorial seja pela magnitude de fluxos que representa, encerra uma complexidade de problemas socioambientais que tendem a se acentuar em um contexto de variabilidade clim\u00e1tica. Um esfor\u00e7o de an\u00e1lise interdisciplinar sobre essa problem\u00e1tica poder\u00e1 gerar conhecimento relevante, possibilitando um avan\u00e7o significativo no plano conceitual e metodol\u00f3gico em torno de quest\u00f5es ainda pouco exploradas, notadamente o impacto das press\u00f5es antr\u00f3picas nos ecossistemas e as poss\u00edveis respostas em termos de governan\u00e7a, em um contexto de intensa aglomera\u00e7\u00e3o urbana. Megacidades como S\u00e3o Paulo, se defrontam com significativos desafios e condicionalidades no plano socioambiental, associados aos padr\u00f5es de desenvolvimento e transforma\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o, que t\u00eam sido agravadores do clima urbano pelo aumento da temperatura e intensifica\u00e7\u00e3o de eventos clim\u00e1ticos extremos. Nesse contexto, uma das principais preocupa\u00e7\u00f5es \u00e9 com gest\u00e3o das \u00e1guas, no sentido de escassez f\u00edsica, de qualidade e quantidade, e institucional (tanto no tocante a oferta do recurso quando na demanda), somada \u00e0s necessidades de prote\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o dos ecossistemas e de a\u00e7\u00f5es coordenadas que extrapolam as compet\u00eancias setoriais espec\u00edficas.<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o de um novo modelo, baseado em uma mudan\u00e7a paradigm\u00e1tica demanda o enfrentamento das complexidades inerentes \u00e0s sociedades das megacidades contempor\u00e2neas. Uma reflex\u00e3o da academia, centrada no enfoque multissetorial, interdisciplinar e multi-institucional \u00e9 necess\u00e1ria.<\/p>\n<p>Indubitavelmente, os conflitos pelo uso da \u00e1gua s\u00e3o os mais latentes, em virtude da necessidade de gerir a \u00e1gua e garantir o desenvolvimento das regi\u00f5es metropolitanas conurbadas. Demandam respostas para o conjunto de problemas socioecon\u00f4micos, ecossist\u00eamicos e sociopol\u00edticos que comp\u00f5em uma agenda de enfrentamento dos efeitos das poss\u00edveis mudan\u00e7as no clima (em escala topo e meso-clim\u00e1tica), particularmente no que diz respeito \u00e0 frequ\u00eancia e intensidade dos eventos extremos e seus impactos sobre a popula\u00e7\u00e3o residente nas \u00e1reas urbanas e em suas periferias em processo de conurba\u00e7\u00e3o ou de refuncionaliza\u00e7\u00e3o rural.<\/p>\n<p>\u00c9 cada vez mais intensa a altera\u00e7\u00e3o de uso do solo, com a substitui\u00e7\u00e3o de ind\u00fastrias de manufaturas por empresas de servi\u00e7os e loteamentos. Como consequ\u00eancia desse processo acontece a valoriza\u00e7\u00e3o dos terrenos, a verticaliza\u00e7\u00e3o da cidade e a expuls\u00e3o das camadas de popula\u00e7\u00e3o menos favorecidas economicamente para regi\u00f5es periurbanas. A alternativa que frequentemente resta para estes moradores \u00e9 a ocupa\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de mananciais e de encostas, incrementando a degrada\u00e7\u00e3o dos escassos recursos h\u00eddricos e acarretando situa\u00e7\u00f5es de risco para a vida. A crescente impermeabiliza\u00e7\u00e3o provoca diminui\u00e7\u00e3o da absor\u00e7\u00e3o da \u00e1gua pelo solo, aumenta o escoamento superficial com carregamento de res\u00edduos e sedimentos que acabam nos rios e reservat\u00f3rios da RMSP (TOMINAGA <em>et al<\/em>., 2009).<\/p>\n<p>A perversa combina\u00e7\u00e3o entre as poss\u00edveis consequ\u00eancias das mudan\u00e7as do clima \u2013 como aumento da intensidade das chuvas em per\u00edodos curtos, e per\u00edodos longos de estiagem \u2013 em maior frequ\u00eancia e intensidade, em associa\u00e7\u00e3o com a pobreza e\/ou maior vulnerabilidade da popula\u00e7\u00e3o, observada globalmente, tamb\u00e9m se manifesta em n\u00edvel nacional e regional, nas cidades que comp\u00f5em a Macrometr\u00f3pole Paulista. Embora a regi\u00e3o tenha maior capacidade de adapta\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e social, pode ser fortemente impactada pelas varia\u00e7\u00f5es observadas e as proje\u00e7\u00f5es futuras de extremos clim\u00e1ticos, especialmente nas \u00e1reas mais pobres das cidades. Cabe destaque \u00e0 perspectiva de consequ\u00eancias sist\u00eamicas, ampliadas, com perspectivas de grandes desastres, preju\u00edzos materiais e epidemias. Todavia, determinadas crises n\u00e3o s\u00e3o anunciadas por meio de l\u00f3gicas lineares de an\u00e1lise, sendo importante aprimorar a sensibilidade para evidenciar sinais de alerta que s\u00e3o aparentemente silenciosos, n\u00e3o t\u00e3o evidentes.[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_column_text][\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;433&#8243; img_size=&#8221;1280&#215;720&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_column_text]A Macrometr\u00f3pole Paulista, seja por sua dimens\u00e3o territorial seja pela magnitude de fluxos que representa, encerra uma complexidade de problemas socioambientais que tendem a se acentuar em um contexto de variabilidade clim\u00e1tica. 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